Wednesday, October 20, 2010

Aldeia vista de cima / Village seen from above


As aldeias serranas! Quantas vezes já aqui escrevi sobre elas? São o meu tema favorito para pintar, e só não o faço mais vezes porque não tenho memória para tanto, uma vez que esta tem que recarregada “in situ” a intervalos certos para observar mais, desvendar detalhes e recantos, surpreender novos enquadramentos. E tantos são os mistérios dos seus modos de viver que haveria descobertas para uma vida inteira se estes lugares, actualmente no crepúsculo da sua longa existência, assim se fizessem perdurar no tempo.
Na semana passada decidi pôr termo a um jejum de vários meses e dei uma volta – curta, que os tempos não estão para luxos - por um certo “circuito da beleza” há muito aprendido, apenas para rever, ainda que fosse de longe, algumas dessas maravilhas. Este trabalho, iniciado na Sexta-feira e só ontem concluído, foi inspirado apenas em parte ínfima do muito com que os meus olhos se regalaram. O tempo de execução foi bem superior ao habitual mas, ao contrário do que já aqui tem acontecido dando origem a resmungos e lamentações, desta vez a tarefa não se arrastou nem se tornou penosa, bem pelo contrário: Passei um bom bocado do primeiro risco à última pincelada. Não haja dúvida de que quando se trabalha sobre memórias frescas, as coisas correm de outra maneira!
The mountain villages! How many times have I written about them? They are my favorite subject to paint, and just don't do it more often because I have no memory for that, since it has to be recharged in situ at intervals, to observe more, to reveal details and corners, to surprise new angles. And so many are the mysteries of their ways of living that they could provide a lifetime of discoveries if these places, now in the twilight of their long existence, could manage to persist in time.
Last week I decided to put an end to a several months long fasting, and had a trip – a short one, as this is not a time for luxuries - in a certain and long learned "circuit of beauty", just to review, even by far, some of these wonders. This work, which began last Friday and was finished only yesterday, has been inspired in a very tiny part of the plenty with which my eyes rejoiced. It took much longer than usual to be made but, unlike what happened before leading to groans and lamentations, this time the task didn't turn painful or never-ending, quite the opposite: I had a good time from the first line to the last brush stroke. There is no doubt that, when working from fresh memories, things go the other way!
Papel Lanaquarelle cold pressed 20x20cm - 300g/m2 (8"x 8" - 140lb)
Disponível: Clique aqui / Available: Click here

8 comments:

Nancy Medina said...

Wonderful Paulo - love the color!!!

Paulo J. Mendes said...

Thank you, Nancy: I had a great fun choosing and mixing the colors in this one :))

Luís Bonito said...

Bela paisagem e o resultado traz-nos algo diferente mas como sempre excelente.
Abraço

Paulo J. Mendes said...

Obrigado, Luís. Esta foi das que mais prazer me deu trabalhar este ano :))

Peggy Stermer-Cox said...

Delightful Paulo! Are there really places like this? The shapes and patterns of the fields, vegetation and buildings are interesting...it makes me want to go visit!

Paulo J. Mendes said...

We still have a few, Peggy... Maybe a few modern houses in the middle and a couple of satellite dishes as well as other signs of modern days which I always skip in the paintings, but they are still there :))

dominique eichi said...

it is such a delight the work you do for we get to appreciate your talent but we also get to learn about these fabulous places. Thank you

Paulo J. Mendes said...

My pleasure, Dominique. These places remain unknown, sometimes evem from the people here, despite not being so far from major towns and cities :))