Thursday, October 29, 2009

A green land / Uma terra verde


The mountain scenery has a particular charm in some gray and wet days, especially now that Autumn has arrived. The meek donkey, the best of companions in those pathways difficult to access, brings in his back the fruitful result of a trip to the nearby chesnut trees ...
The inspiration for this work came, with a few adapting changes, from a neighboring land where the villages and their architectures and ways of life do not differ that much from my own: The beautiful Galicia, which I love as much as my own Country even if don't know it so well: I believe we all have a "Country of affections" whose boundaries not always coincide with the ones in the maps, and this green land in the north of Spain with a character of its own, and to which I am bound with tenuous ties of blood, is no doubt part of mine.
All this because of a powerful documentary I had the chance to watch recently, entitled "A aldea, o antigo e o novo" - The village, the ancient and the new - dated from 2000, about the decline of those Galician villages, their populations and ancestral ways of life, and its rediscovery by new residents who seek a new life there, healthier and closer to nature, despite the difficult conditions and extreme hardship - quite different from the romantic idea that sometimes one has - of these places as beautiful as wild and isolated, and so beautifully filmed here that one can almost feel the smells of earth, smoke and mist ...
I leave above the link to this masterpiece of about 62 minutes, strongly recommended to anyone who appreciates these worlds of villages, mountains, their homes and their people.
A paisagem de montanha reveste-se de particular encanto em certos dias cinzentos e húmidos, especialmente agora que o Outono chegou. O amável jumento, o melhor dos companheiros naqueles caminhos de difícil acesso, traz no lombo o proveitoso resultado de uma ida ás castanhas nas proximidades...
A inspiração para este trabalho veio, com as devidas adaptações, de uma terra vizinha onde as aldeias e respectivas arquitecturas e modos de não diferem assim tanto das nossas: A bela Galiza, que conheço mal mas de que gosto tanto como se fosse o meu próprio País: É que todos temos um “País de afectos” cujas fronteiras nem sempre coincidem com as dos mapas, e aquela verdejante terra do norte de Espanha mas com um carácter muito próprio, e à qual me ligam ténues laços de sangue faz, sem qualquer dúvida, parte do meu.
Tudo isto a pretexto de um poderoso documentário dali oriundo, intitulado "A Aldea, o antigo e o novo", datado de 2000 mas que só tive a oportunidade de visionar recentemente, que aborda o declínio dessas mesmas aldeias, respectivas populações e modos de vida ancestrais, e a sua redescoberta por novos habitantes que nelas buscam uma nova existência mais saudável e próxima da Natureza, mau grado as condições difíceis e a extrema dureza - bem diferentes da ideia romântica que às vezes se tem - destes lugares tão belos quanto agrestes e isolados, aqui filmados de tal forma magistralmente que quase se consegue sentir os cheiros da terra, do fumo e do orvalho...
Deixo acima o link para essa obra-prima de cerca de 62 minutos que vivamente recomendo a quem aprecia estes mundos de aldeias, serras, as suas casas e as suas gentes.
Lana cold pressed 8"x 8" - 140lb (20x20cm - 300g/m2) paper
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2 comments:

Villager said...

O fumo a saír das chaminés, convida a entrar em casa e saborear o caldo verde.
Muito interessantes as casas nesta imagem incluíndo também aquelas no último plano.
Bom fim de semana.

Paulo J. Mendes said...

Neste caso o caldo verde, ou o também saboroso caldo galego...
As casas são inspiradas um pouco nas aldeias de montanha da Galiza, com algum "aportuguesamento" pelo meio. Na verdade, há bastantes elementos em comum dos dois lados da fronteira.
Bom fim-de-semana, também :))