Saturday, April 4, 2015

Interior de igreja / A church interior


Um dia de chuva persistente foi o pretexto para finalmente cumprir o objectivo de desenhar o interior de uma igreja. A escolhida foi a dos Terceiros, bem no centro da cidade: Ao contrário do que é habitual, encontrava-se aberta no período do almoço, decerto cortesia da época pré-Pascal. Tinha, pois, que aproveitar tão rara ocasião.
Poucas pessoas entraram ou saíram enquanto lá estive. Na verdade, quando lá cheguei havia apenas uma: Sentada num dos bancos, falava ao telemóvel como se estivesse na rua, e pelo teor da conversa não seria com ninguém acima das nuvens, o que muito me sossegou quanto ao grau de profanação da minha própria actividade. Agora já só precisava de pôr mãos à obra...
Numa igreja que nem é das mais rebuscadas dentro do seu estilo, não deixei de me sentir “esmagado” pela quantidade de elementos, que tentei registar despreocupadamente e simplificando o mais possível. Mesmo assim tive expectáveis dificuldades e cometi alguns erros de proporção, como se pode ver pelo homem de pé ao fundo da nave. Outro obstáculo foi a relativa obscuridade a associar-se à minha vista que já não é o que era, sendo que a páginas tantas já não tinha uma ideia clara das cores que estava a aplicar...
Em resumo: Diverti-me à grande! Como sempre, no desenho de observação é mais o acto em si do que o resultado que verdadeiramente importa, e quanto a isso pude vir-me embora bastante satisfeito.
A day of persistent rain was the excuse to finally accomplish the goal of sketching a church interior. The chosen was the one of Terceiros, well within the city centre. Unlike the usual, it was open in lunchtime period, maybe courtesy of the pre-Easter period, so I had to take advantage of such a rare occasion. 
Few people came in or out while I was there. Actually there was only one when I arrived: Seated in a bench, she was talking on the mobile phone as loud as if she was in the street and, judging by the conversation, with no one above the clouds, something that reassured me about the degree of profanation of my own activity there. Now I just needed to start the work... 
In a church that isn't even the most elaborate in its kind, I couldn't help to feel overwhelmed by such an amount of elements, which I tried to register as lightly and simply as possible. Even so I had expectable difficulties and made some proportion errors, as seen by the man standing at the bottom of the aisle. Another obstacle was the relative dimness associated with my eyesight that is no longer what it used to be, at some point causing me to have no clear idea of the colors I was applying. 
In a word: I had a great fun! As usual, when sketching from observation it's more the act than the result that matters, and upon that I came back totally satisfied.

3 comments:

manu' said...

a certeza de que é um absurdo para encontrar as igrejas fechadas ... aqui é o mesmo.
Bom trabalho!você sempre pode colocar uma vela na mão o homenzinho e fingir que o gigante é a sua sombra! ° _ °,^V^ciao!!

Paulo J. Mendes said...

Boa ideia, Manu', não sei como não me lembrei disso. Para além do mais, fazia-me falta um pouco mais de luz :)))) Ciao!

manu' said...

mi piace il taglio dell'inquadratura! per il problema luce, mi aspetto un'invenzione :)